No Brasil, a cada ano multiplica-se o número de pessoas submetidas à cirurgia de redução de estômago, que são motivadas pelo combate ao excesso de peso. Para essas pessoas, que passam anos e até décadas lutando contra a obesidade mórbida, a cirurgia bariátrica pode ser o tratamento que revela os melhores resultados, entre os diversos remédios e dietas que já foram testados.
De acordo com a classe médica, o paciente que se submete à cirurgia bariátrica pode perder até 60% do seu peso corporal. No entanto, ela não é uma cirurgia com fim estético. É indicada apenas para a obesidade e para o combate aos distúrbios associados a ela, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e de circulação.
Segundo o cirurgião bariátrico Henrique Macambira, do Centro Integrado de Tratamento de Obesidade – CITO, uma equipe multidisciplinar, composta por cirurgiões bariátricos, gastroenterologistas, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, entre outros profissionais, é responsável pelo “preparo” da cirurgia. O sucesso do procedimento é divido em três fases de enorme importância: o pré-operatório, a cirurgia e o pós-operatório, pois a cirurgia bariátrica pede uma reeducação comportamental e alimentar que deverá ser seguida para obter bons resultados.
Os cuidados no pré-operatório são fundamentais. No mínimo por dois meses, os pacientes devem passar por exames físicos, consultas com especialistas e até análises psicológicas, com participação em grupos de apoio. “É muito importante que a pessoa entenda os riscos do procedimento e que aceite que a sua vida vai mudar depois da cirurgia”, explica Henrique Macambira.
Ainda assim, os médicos apontam que os benefícios da cirurgia são bem maiores do que os eventuais problemas. Com a adaptação ao novo corpo, os pacientes perceberão algumas dificuldades, como a deficiência nutricional, a perda de cálcio e outras complicações.
Por isso, as consultas devem ser mantidas. O auxílio de um psicólogo no tratamento também é muito importante. As modificações na alimentação e as grandes transformações no estilo de vida do paciente merecem atenção especial. Embora problemas como a depressão raramente sejam causados pela cirurgia em si, a operação pode ampliar sintomas de condições já existentes.
A cada ano, de acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde, 300 mil pessoas morrem devido a complicações causadas pela obesidade. Os especialistas alertam que mesmo com os bons resultados que temos, não são todos os obesos que podem passar pela cirurgia. É necessário estar dentro de certos parâmetros de índice de massa corporal para se submeter ao procedimento.
SERVIÇO:
Centro Integrado do Tratamento da Obesidade – CITO
Rua João Lobo Filho 250, Bairro de Fátima
(85) 3257.9600
Por Maab Salgado




