Mais comum do que se imagina, o Refluxo pode atingir tanto adultos quanto crianças recém nascidas. Originado por causas variadas o problema tem tratamento.
Ele é popularmente conhecido por azia, queimação e dor no estômago. Contudo, também pode ter outros sintomas como: pigarro crônico, tosse e uma constante sensação de entalo. O refluxo causa sérios desconfortos e afeta tanto pessoas adultas quanto crianças recém nascidas.
O refluxo está ligado ao estilo de vida moderna, stress, má alimentação e até mesmo as condições anatômicas do aparelho digestivo. Hábitos alimentares também podem influenciar, por exemplo, (café, chocolate, gordura etc), obesidade, uso abusivo de bebidas alcoólicas e cigarro estão relacionados ao problema. Nos bebês, o refluxo normalmente é causado pela imaturidade dos esfíncteres do esôfago, o que costuma se resolver após um ano de idade.
O refluxo pode ser gastroesofágico (RGE) ou laringofaríngeo (RLF). Segundo a médica gastroenterologista, Carolina Nóbrega: “o refluxo gastroesofágico (RGE) acontece quando o conteúdo ácido do estômago sobe pelo esôfago ao invés de seguir seu caminho natural para o duodeno”. Ela explica que o caminho normalmente começa na boca, passa pela faringe em direção ao esôfago, seguindo para o estômago. Uma válvula muscular na extremidade inferior do esôfago é responsável por permitir a entrada de alimentos no estômago e impedir que o conteúdo do estômago, formado pelos alimentos e por secreção ácida, retorne para o esôfago.
A médica conta que “quando o ácido do estômago entra em contato com a mucosa do esôfago ou da garganta, causa uma irritação importante, semelhante a uma queimadura, pois estas superfícies não estão preparadas para isto. Por isto um dos sintomas mais comuns do RGE é a queimação, também chamada de pirose”.
O tratamento do refluxo é normalmente realizado pelo gastroenterologista, médico responsável pelos cuidados das doenças digestivas. Entretanto, o ouvido, nariz e a garganta freqüentemente sofrem as conseqüências destas condições, levando a rouquidão, pigarro crônico, estenose laríngea, dificuldades de deglutição, dor de garganta e de ouvido, sinusites etc. Por isso, é imprescindível um tratamento multidisciplinar entre o gastro e otorrinolaringologista. Este será capaz de estabelecer uma relação causa/efeito entre o distúrbio digestivo e as conseqüências respiratórias, tratando-as adequadamente.
O médico otorrinolaringologista Erik Haguette, explica que durante os episódios de refluxo, a secreção ácida pode passar por todo o esôfago, saindo dele e chegando à garganta ou até mesmo ao nariz. Damos a esta condição o nome de refluxo laringofaríngeo (RLF).
Ele conta que: “os sintomas do RLF são irritação, queimação, pigarro e tosse, normalmente piores pela manhã, já que o refluxo costuma ser mais intenso à noite. Nas crianças o RLF pode trazer problemas respiratórios mais variados como ruído respiratório, bronquite, apnéia e déficit de crescimento, além de tosse e rouquidão”.
Por isso, caso esses sintomas persistam por mais de 15 dias é necessário a procura de um auxílio médico. Já que com o passar do tempo a tendência é o agravamento dos desconfortos e o não tratamento ao longo dos anos pode acarretar em um câncer.
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Vanessa Darj
Jornalista – MTB 2020 CE

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