Hoje nós vamos mostrar para você quais são os perigos do diabetes tipo 2 em obesos. Saiba também como a cirurgia bariátrica pode ajudar no tratamento!
Doces, bolos, salgados. Guloseimas difíceis de resistir. Mas por trás dessas tentações com que nos deparamos todos os dias, existem grandes perigos para nossa saúde, como o risco de desenvolver obesidade.
O excesso de peso é uma doença perigosa que pode levar a muitas outras, como câncer, arteriosclerose, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), hipertensão arterial e diabetes.
Segundo o cirurgião bariátrico do Centro Integrado de Tratamento da Obesidade (CITO), Henrique Macambira, o excesso de peso e o sedentarismo têm relação direta com o surgimento do diabetes tipo 2. A incidência da doença é maior após os 40 anos. Estima-se que 60% a 90% dos portadores sejam obesos.
Visão embaçada, dificuldade na cicatrização de feridas, formigamento nos pés, furunculose e infecções são os principais sintomas trazidos pelo diabetes. A doença potencializa outros fatores de risco cardiovascular, como a hipertensão e alterações de colesterol e triglicérides. “No diabetes tipo 2 ocorre uma contínua produção de insulina pelo pâncreas na tentativa de manter o glicose dentro do nível normal, que leva o pâncreas a exaustão após anos de doença. As células musculares e adiposas têm incapacidade de absorção, e não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sanguínea”, explica Henrique.
A obesidade deve ser sempre prevenida e cuidada. Emagrecer é fundamental no sucesso do tratamento do diabetes. Segundo a Federação Internacional de Diabetes, pacientes com diabetes tipo 2 e Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 35, devem se submeter à cirurgia bariátrica caso não respondam ao tratamento medicamentoso para a doença.
Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (SBCBM) mostram que cerca de 10% dos pacientes diabéticos morrem todos os anos, por doenças cardiovasculares. Esse índice cai para 0,3% entre aqueles que passam pela operação no estômago. “Esses dados comprovam a eficiência da cirurgia bariátrica no tratamento de pacientes obesos com diabetes tipo 2”, afirma o cirurgião.
De acordo com a Federação, pacientes obesos com diabetes tipo 2 conseguem ter melhoras substanciais nos níveis de glicose quando fazem a cirurgia. “Por conta desses benefícios houve a necessidade de antecipar esse procedimento, incluindo a operação no protocolo primário do tratamento, o que significa que esta seria uma das primeiras opções dos médicos para tratar o diabetes tipo 2 em obesos. Pessoas com excesso de peso, mas sem problemas de saúde, podem fazer a cirurgia a partir do IMC de 40. Já para os obesos e diabéticos, já é aceito a partir de IMC de 30”, esclarece o cirurgião.
Segundo Henrique Macambira, os efeitos da cirurgia bariátrica no tratamento do diabetes foram observados desde o início da sua utilização. “Inicialmente, pensávamos que esses efeitos se dessem pela grande perda de peso que ocorre após o procedimento cirúrgico. Mas a observação do pós-operatório dos pacientes diabéticos submetidos à cirurgia bariátrica revelou que a normalização da glicemia ocorria muito antes da perda de peso, ou seja, nos primeiros dias após a cirurgia”, salienta o médico.
Também consta no documento apresentado pela Federação Internacional de Diabetes, que a cirurgia para obesos mórbidos e com o diabetes tipo 2 deve ser realizada dentro dos protocolos internacionais. Isso inclui tratamento multidisciplinar, exames clínicos, reeducação alimentar e acompanhamento pós-operatório. Todo esse processo é oferecido pelo CITO, que conta com a experiência e qualificação dos seus profissionais.
A cirurgia bariátrica (metabólica) pode ser realizada de varias maneiras. Na técnica do bypass gástrico é feita a diminuição do estômago e construído uma nova passagem para os alimentos evitando que eles passem pela primeira parte do intestino delgado e logo alcancem uma área deste intestino que produz hormônios que ajudam a regular a taxa de açúcar o sangue. Esta cirurgia é a mais realizada no mundo e uma das mais seguras. “Salientamos que a cirurgia é uma arma poderosa para que o paciente consiga ficar livre da medicação na maioria dos casos, mas o mesmo deve continuar seu processo de melhora do estilo de vida e acompanhamento com o seu médico endocrinologista”, explica Henrique.
Já a segunda técnica é a cirurgia disabsortiva, em que o estômago fica com 2/3 do seu tamanho original. O que acontece nesse caso, é que o alimento é desviado para o intestino grosso, dando ao paciente mais liberdade para comer em maior quantidade. O paciente submetido à cirurgia deverá ter uma dieta equilibrada e ser acompanhado de perto por profissionais, para garantir o sucesso do tratamento em longo prazo.
SERVIÇO:
Centro Integrado do Tratamento da Obesidade – CITO
Rua João Lobo Filho 250, Bairro de Fátima
(85) 3257.9600
Por Maab Salgado
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