As crianças são as que mais sofrem com desequilíbrio na função respiratória. A respiração oral ou bucal pode trazer diversos problemas, que vão desde o baixo rendimento escolar até alterações posturais.
Uma das funções vitais ao nosso organismo é a respiração. Uma boa qualidade respiratória é fundamental para o desenvolvimento do indivíduo. Entretanto, desequilíbrios são mais recorrentes do que se imagina. Principalmente em crianças. No Brasil , por exemplo, pesquisas apontam que 40% das crianças respiram pela boca, o que muitos especialistas chamam de “Síndrome do Respirador Bucal”.
Ao longo do tempo, o hábito de respirar pela boca causa na criança flacidez dos músculos faciais, lábios e língua; deformidades faciais; insuficiência respiratória; má oclusão dentária; cansaço freqüente; boca seca; mau hálito; falta de apetite e noites mal dormidas. Os sinais e sintomas mais comuns da Síndrome do Respirador Bucal são as narinas entupidas, desconforto na garganta e voz anasalada.
Segundo o otorrino Magno Peixoto, quem respira de forma incorreta também tem uma postura caracterizada por ombros caídos, pés chatos, joelhos projetados para trás e uma retificação da região cervical (cabeça, ombros e braços deslocados para frente).
Entre as crianças, a queda no rendimento escolar é praticamente inevitável. Isso acontece devido à dificuldade na concentração que normalmente apresentam. De acordo com o otorrino, "estudos apontam uma menor oxigenação cerebral quando se respira pela boca, o que prejudica o aprendizado".
Os problemas obstrutivos das vias aéreas superiores mais comuns decorrem de hipertrofia (aumento) das tonsilas faríngeas (adenóide), hipertrofia das conchas nasais (cartuchos); desvios do septo nasal ou hipertrofia das tonsilas palatinas (amígdalas). As tonsilas e as conchas nasais geralmente sofrem hipertrofia devido a fatores inflamatórios, sejam alérgicos ou infecciosos (rinites, sinusites, faringites, tonsilites).
A fonoaudióloga Denise Klein revela que um dos fatores que causam estes problemas nas crianças é o uso por tempo prolongado de bicos artificiais, a exemplo de mamadeiras e chupetas, além da poluição nas grandes cidades por meio de agentes poluentes, como fumaças de carros, poeira e agentes químicos.
“Todos estes fatores fazem com que os tecidos de proteção da respiração, como adenóides, amigdalas, cornetos nasais aumentem de tamanho. Mas esse aumento acarreta uma maior dificuldade em se respirar pelo nariz, e como conseqüência a criança começa a abrir a boca para conseguir respirar”, explica a médica.
A dica para tratar a Síndrome do Respirador Oral é: logo que desconfiar do constante “congestionamento” do nariz da criança, procurar imediatamente orientação médica. O diagnóstico é feito através da avaliação clínica seguida de um exame chamado nasofibroscopia. Esse é um exame moderno que avalia todo o trato respiratório superior sendo realizado em adultos e crianças de qualquer idade. O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico, a depender do fator que provoca a respiração bucal.
Depois de corrigida a causa da respiração bucal, pode ser necessária o tratamento fonoaudiológico, para reabilitar as funções orais, ou odontológicas para corrigir as alterações ortodônticas. Daí a importância da avaliação interdisciplinar dos pacientes respiradores orais. Segundo o otorrino “quando o paciente é avaliado e tratado por uma equipe multidisciplinar podemos otimizar seu tratamento reduzindo o seu tempo e, assim, as seqüelas da respiração bucal”afirma.
Em Fortaleza, a OTOS Plasticlinic conta com uma excelente estrutura funcional e diversos médicos em variadas especialidades para atender esses problemas. Além das consultas a clínica tem um Pronto Atendimento que funciona diariamente.
OTOS PLASTICLINIC
Rua Carolina Sucupira, 1151. Dionisio Torres.
85 3457.8288
Por Vanessa Darj
Nenhum comentário:
Postar um comentário