terça-feira, 2 de agosto de 2011

Teste da Orelhinha: Imprescindível para o bom desenvolvimento infantil


É durante a gestação que o bebê já começa a desenvolver a audição. Para detectar qualquer tipo de problema auditivo de forma precoce, é obrigatória por lei, a realização do Teste da Orelhinha



Um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento completo da criança é a audição. Antes mesmo de ser apresentado ao mundo, ainda no ventre da mãe, ele ouve as histórias, canções e conversas que acontecem ao seu redor. Contudo, quando este sentido não funciona adequadamente pode trazer graves problemas ao indivíduo.

É através da audição e da experiência que as crianças têm com os sons ainda na barriga da mãe que se inicia o desenvolvimento da linguagem. Qualquer perda na capacidade auditiva, mesmo que pequena, impede a criança de receber adequadamente as informações sonoras que são essenciais para o desenvolvimento da fala.

É como uma bola de neve: a criança cresce e tem dificuldade em ouvir ou se expressar e, com isso, sente mais dificuldade em se socializar. Isolada por não ter fácil acesso ao grupo de amiguinhos, ela pode apresentar depressão. E por aí vai.

De acordo com o médico otorrino Sérgio Tadeu, esse exame deve ser realizado logo nos primeiros dias de vida do bebê. Ele explica que: “Ao contrário do nome parecido com o teste do pezinho, no Teste da Orelhinha não é preciso fazer nenhum furinho na orelha do bebê. Ele apenas consiste na colocação de um fone acoplado a um computador na orelha do bebê que emite sons de fraca intensidade e recolhe as respostas que a orelha interna do bebê produz”.

Tão importante quanto o Teste do Pezinho, o Teste da Orelhinha, também obrigatório por lei. A deficiência auditiva é a doença mais freqüente encontrada no período neonatal quando comparada a outras patologias. Segundo o otorrino, a cada cinco mil crianças, uma apresenta problemas auditivos, sendo estes 40 vezes mais freqüentes do que o hipotireoidismo, por exemplo, doença mais detectada no exame do pezinho.

O médico revela ainda que o grande problema é que: “a maioria dos diagnósticos de perda auditiva em crianças acontece muito tardiamente, com três ou quatro anos, quando o prejuízo no desenvolvimento emocional, cognitivo, social e de linguagem da criança está seriamente comprometido” diz.
O Teste da Orelhinha é fácil, rápido e sem dor. E para as mamães ele dá um recado: o exame é realizado com o bebê dormindo, em sono natural, é indolor e não machuca, não precisa de picadas ou sangue do bebê, não tem contra-indicações e dura em torno de 10 minutos.

Todas as crianças recém nascidas devem realizar este exame. Contudo, bebês com históricos de surdez na família, intervenções em UTI por mais de 48 horas, infecção congênita (rubéola, sífilis, toxoplasmose, citomegalovirus e herpes), anormalidades craniofaciais (má formação de pavilhão auricular, fissura lábio palatina), fez uso de medicamentos ototóxicos, devem ter um cuidado especial.



PS: Este material também foi publicado no Jornal Diário do Nordeste no Caderno Viva (31.07.11).


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Vanessa Darj
Jornalista – MTB 2020 CE

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