quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Miomas: o que toda mulher precisa saber

Provavelmente você já ouviu falar em mioma ou conhece uma pessoa que tem ou já teve. Muito comum entre as mulheres, esse tipo de problema já atinge 80% delas, causando desconforto e podendo acarretar conseqüências desagradáveis se não for tratado.

O que são miomas?
Para quem não conhece, os miomas são tumores benignos (não cancerosos), que se desenvolvem na parede muscular do útero. Na maioria dos casos, são múltiplos. O tamanho varia: os miomas podem medir de menos de 1 mm até mais de 20cm de diâmetro.
Em função da localização, tamanho e quantidade, a mulher pode apresentar os seguintes sintomas: períodos menstruais prolongados e com bastante fluxo; aumento das cólicas menstruais; dor no baixo ventre; dor na região lombar, flancos e pernas; dor durante a relação sexual; pressão no sistema urinário; prisão de ventre e retenção de gases; e aumento do volume abdominal, que pode ser mal interpretado como ganho progressivo de peso. Mas quem tem, não necessariamente, sente alguma coisa. Uma mulher de 20 anos pode ter um mioma e não apresentar sintomas até os 30, 40 anos.
Como detectar a presença dos miomas?
Dependendo do tamanho e da localização do mioma, o exame ginecológico de rotina pode sugerir a sua presença. "Mas para confirmar a sua existência, o recomendado é fazer um exame de ultra-sonografia, de preferência a transvaginal", explica o médico.

Como surgem?
Ainda de acordo com Evangelista, uma das possibilidades é o crescimento desordenado das células miometriais, formando o tumor. Alguns fatores podem favorecer o aparecimento dos miomas: ser da raça negra, ter histórico familiar de mioma, nunca ter tido filhos, obesidade, ingestão de carne vermelha em grandes quantidades, histórico de doença inflamatória pélvica, ligadura de trompas, uso de talco na região perineal uma ou mais vezes por mês, doenças como diabetes e hipertensão e idade entre 35-44 anos. “O uso de hormônios (anticoncepcionais orais, reposição hormonal) pode influenciar o crescimento desses tumores”, completa Evangelista.
Diagnóstico
 Os casos de mioma que não apresentam sintomas importantes não exigem tratamento imediato, mas devem ser acompanhados regularmente. “Para a mulher que se aproxima da menopausa, o tratamento medicamentoso para bloquear a produção de estrógeno é o mais indicado. Essa técnica também facilita a remoção cirúrgica do tumor porque a supressão da função ovariana pelo hormônio ajuda a diminuir o tamanho dos miomas”, explica Evangelista. Pode-se, ainda, recorrer a técnicas cirúrgicas como a histerectomia (retirada do útero) e a miomectomia (retirada do mioma) por via vaginal ou cirúrgica.
Nos últimos anos, foi criado um novo tratamento, que tem como objetivo bloquear o fluxo sangüíneo das pequenas artérias que levam o sangue que "alimenta" os miomas – isto leva a uma parada da hemorragia ginecológica e também a uma redução no tamanho dos miomas. Este tratamento é conhecido por embolização e é executado por um médico radiologista intervencionista, que utiliza um finíssimo tubo (cateter) que é introduzido e usado para bloquear a artéria que está levando sangue para o local da hemorragia. “Após as artérias serem bloqueadas, a hemorragia para progressivamente. Se os miomas são a causa da hemorragia e o seu suprimento de sangue é cortado, eles tendem a diminuir significativamente de tamanho", avalia o médico.

Gravidez e menopausa
Não se pode deixar de lado o fato de que os miomas podem acarretar problemas para engravidar. Isso acontece porque eles dificultam a fixação do embrião no interior do útero. Os miomas causam infertilidade em 5% dos casos, mas o índice pode chegar a 15% se for associado a problemas tubários e à endometriose. Eles causam infertilidade principalmente quando estão localizados na cavidade uterina (miomas submucosos). Os miomas intramurais e transmurais só causam infertilidade quando, por conta de sua localização e de seu volume, distorcem a cavidade uterina ou causam compressão sobre as trompas. Além disso, o problema também pode dificultar a manutenção da gravidez.
Segundo o médico especialista em reprodução humana, Evangelista Torquato, nem sempre as mulheres que sofrem com os miomas precisam de tratamento para engravidar. “São casos e casos. Existem situações em que eles são muito pequenos, e portanto não influenciam a gravidez”, acrescenta.

De acordo com Evangelista, uma mulher grávida com mioma tem que ser acompanhada bem de perto, pois existe chance deste mioma crescer muito ou até mesmo se degenerar. Entretanto, nestes casos, às vezes a grávida tem que ser operada antes mesmo do nascimento do bebê.  Os miomas podem crescer acentuadamente durante a gravidez, o que parece ser devido ao aumento dos níveis hormonais. "Mas, após a gestação, geralmente eles retornam ao seu tamanho anterior", acrescenta.
Durante a menopausa, os tumores podem diminuir. "Com o surgimento da menopausa, pela redução do estímulo hormonal, geralmente há diminuição desses tumores, que são altamente responsivos aos hormônios", finaliza Evangelista.
A Clínica Evangelista Torquato conta com uma equipe multidisciplinar, composta por médicos especialistas, como fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e educadores físicos, trabalhando em prol do acompanhamento dos pacientes desde o momento anterior à gestação até a criação dos filhos. Lá são realizados tratamentos para infertilidade, diagnóstico genético pré-implantacional, programa de doação de óvulos, obtenção cirúrgica do espermatozóide, fertilização ‘in-vitro’, entre outros serviços.
SERVIÇO:
Endereço:
Av. Senador Virgílio Távora, 2225, Aldeota
Telefone: (85) 3031.6060
Site: www.evangelistatorquato.com

Por Maab Salgado

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Obesos procuram cada vez mais a cirurgia bariátrica como forma de tratamento

Com as mudanças de hábitos de vida que têm acontecido a cada ano entre a população, percebeu-se também uma grande diferença no que diz respeito à alimentação. Com a violência urbana e a vida mais agitada, crianças e adultos têm suas vida mais reclusas, passando a maior parte do tempo livre dentro de casa. Além disso, a vida corrida de quem trabalha pode ter como conseqüência uma alimentação mais rica em calorias e pobres em termos nutricionais. O fato é que a população mundial têm se alimentado cada vez pior.
Os últimos dados do IBGE de 2011 mostraram um aumento de 300% na obesidade infantil, principalmente na idade de 5 a 9 anos. Já em 2010, pesquisa feita pelo mesmo órgão mostrou que 12,4% dos homens brasileiros são obesos. Entre as mulheres, a proporção é e 16,9%, número maior do que a média da população brasileira, estimada em 14,65%.
Segundo o cirurgião bariátrico do Centro Integrado de Tratamento da Obesidade (CITO), Henrique Macambira, o sobrepeso tem que ser tratado o mais rápido possível. “Quanto mais rapidamente o paciente buscar o tratamento, mais fácil conseguimos evitar complicações que podem ser acarretadas com a demora para procurar ajuda médica”, salienta Henrique. Um dos principais tratamentos para a obesidade é a cirurgia bariátrica.
O número de obesos no Brasil que se submetem a operações para emagrecer subiu de cerca de 35 mil em 2009 para 60 mil em 2010. Desde 2003, o crescimento foi de 270%, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. O Brasil só perde para os Estados Unidos em número de cirurgias. Lá são feitos 300 mil procedimentos do tipo por ano.

A cirurgia bariátrica é indicada para pessoas com o índice de massa corporal (IMC) maior do que 40 ou para quem está entre 30 e 35 e tem doenças associadas ao ganho de peso, como o diabetes e apneia do sono. O sucesso do procedimento é divido em três fases de enorme importância: o pré-operatório, a cirurgia e o pós-operatório, pois a cirurgia bariátrica pede uma reeducação comportamental e alimentar que deverá ser seguida para obter bons resultados.
Como qualquer intervenção cirúrgica, a cirurgia bariátrica tem seu risco. Porém, os médicos apontam que os benefícios do tratamento são bem maiores do que os eventuais problemas. Com a adaptação ao novo corpo, os pacientes perceberão algumas dificuldades, como a deficiência nutricional, a perda de cálcio e outras complicações.
De acordo com Henrique Macambira, o paciente que se submete à cirurgia bariátrica pode perder até 60% do seu peso corporal. No entanto, ela não é uma cirurgia com fim estético.
As modificações na alimentação e as grandes transformações no estilo de vida do paciente merecem atenção especial. Embora problemas como a depressão raramente sejam causados pela cirurgia em si, a operação pode ampliar sintomas de condições já existentes. Por isso, é importante o auxílio de um psicólogo no tratamento, além de outros profissionais, num atendimento multidisciplinar.
O CITO, disponibiliza toda essa variedade de profissionais, tendo uma equipe composta por cirurgiões bariátricos, gastroenterologistas, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, entre outros, que são responsáveis pelo “preparo” da cirurgia.
SERVIÇO:
Centro Integrado do Tratamento da Obesidade – CITO
Rua João Lobo Filho 250, Bairro de Fátima
(85) 3257.9600

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

II ENCONTRO INTERDISCIPLINAR DE ASSISTÊNCIA AO PACIENTE ONCOLÓGICO COMEMORA O DIA NACIONAL DE COMBATE AO CÂNCER

No dia 27 de novembro se comemora o Dia Nacional de Combate ao Câncer. O termo câncer é utilizado genericamente para representar um conjunto de mais de 100 doenças, incluindo tumores malignos de diferentes localizações. Importante causa de doença e morte no Brasil, desde 2003, as neoplasias malignas constituem-se na segunda causa de morte na população, representando quase 17% das mortes de causa conhecida, notificados em 2007 no Sistema de Informações sobre Mortalidade.
Tendo em vista a complexidade e riquezas de particularidades que envolvem a assistência ao paciente oncológico, o Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO) vai realizar o II Encontro Interdisciplinar de Assistência ao Paciente Oncológico. O evento vai acontecer nos dias 25 e 26 de novembro, na Escola de Saúde Pública (ESP).

O encontro tem como objetivos principais reunir os profissionais, estudantes e demais interessados para que se discuta a importância da interdisciplinaridade no atendimento a esses pacientes, comemorar o Dia Nacional de Combate ao Câncer, promover um espaço para exposição de trabalhos científicos relacionados ao tema e trocar experiências de assistência aos pacientes oncológicos.
Durante o evento, os presentes vão poder participar de palestras que abordarão os mais diversos temas, como “Epidemiologia do Câncer”, “Biossegurança em Oncologia”, “Políticas Públicas em Oncologia”, entre outros assuntos.
Os interessados em participar do II Encontro Interdisciplinar de Assistência ao Paciente Oncológicos, podem se inscrever pelo site www.crio.com.br. Vale lembrar que as vagas são limitadas a 250 participantes
SERVIÇO:
CRIO – Centro Regional Integrado de Oncologia
Rua Francisco Calaça, 1300 – Álvaro Weyne
Fortaleza, Ceará
(85) 3521-1538
www.crio.com.br