quarta-feira, 5 de outubro de 2011

PERDA AUDITIVA TEM TRATAMENTO



A presbiacusia é uma ocorrência quase que natural aos idosos. Provocada pelo processo de envelhecimento do organismo humano e conseqüentemente das estruturas do ouvido, a perda de audição pode ser resolvida 

Muitas vezes a perda auditiva começa de forma quase imperceptível. Ela surge como uma dificuldade de entender o que as pessoas falam ou quando várias pessoas falam ao mesmo tempo, e a pessoa ouve, mas não entende ou entende mal. Aí vem o inevitável: Hã? Que foi que você disse? São estes pequenos sinais que indicam: está na hora de procurar um especialista.

À medida que os anos passam mesmo em pessoas gozando de boa saúde, são inevitáveis alguns sinais de desgaste nas funções orgânicas. Entre eles está o sistema auditivo. Presbiacusia é o nome dado ao processo definido como diminuição auditiva relacionada ao envelhecimento, por alterações degenerativas da orelha interna, do nervo auditivo e das vias auditivas que conduzem o som até o cérebro.

De acordo com o médico otorrinolaringologista Magno Peixoto, a presbiacusia começa com perda auditiva mais acentuada nos sons agudos, mantendo inicialmente a audição para os tons graves. Isto justifica o exposto acima, pois o indivíduo vai ouvir as palavras, como se faltassem “pedaços”, dificultando o seu entendimento. Com o passar do tempo, os tons graves também passam a ser afetados, dificultando ainda mais a audição.

Uma segunda característica da presbiacusia é o fenômeno chamado de algiacusia, ou seja, irritação com sons fortes. Isto faz com que, se o interlocutor responder falando muito alto, causará sensação de incômodo e a tradicional reclamação – “Não grite que não sou surdo!”.


A presbiacusia é a causa mais comum de surdez e provavelmente resulta de uma combinação de vulnerabilidade genética, doenças e/ou distúrbios metabólicos (diabete, por exemplo) e exposição a ruídos. É um processo degenerativo de células sensoriais do ouvido interno e fibras nervosas que conectam com o cérebro.

Estudos recentes demonstram que a perda auditiva produz efeitos prejudiciais no processo de comunicação do idoso, o que leva uma queda na qualidade de vida do mesmo, um isolamento e até quadros depressivos. O que preocupa, já que a deficiência auditiva acomete até 70 % dos idosos.

Mas todos esses problemas podem ser amenizados. Segundo Peixoto, é importante a procura de um especialista assim que os primeiros sinais surgem. A partir daí são realizados exames audiológicos no qual são identificados o tipo e a intensidade da perda. Após isso, o próximo passo é colocar um aparelho auditivo. O médico afirma que “o aparelho auditivo não vai curar a presbiacusia, mas vai intensificar aqueles sons para os quais o indivíduo apresenta deficiência, de maneira que ele possa ouvi-los e ter a compreensão da palavra por inteiro” diz.

Peixoto revela que a aceitação ao uso do aparelho ainda não transcorre de uma forma tão natural como deveria ser. “Por uma série de fatores, o que se nota é uma resistência muito grande na maioria das pessoas em usar aparelhos auditivos. Acredito que a esta resistência seja pelo fato de que a doença atinja mais os idosos, e com isso a utilização do aparelho erroneamente é vista como algo de velho” comenta.

Contudo, hoje em dia existem aparelhos auditivos de diversos modelos. O otorrino diz que atualmente, existem aparelhos tão pequenos que podem ser colocados dentro do conduto auditivo externo, sendo praticamente invisíveis. Ele alerta que “é preciso desmitificar a utilização do aparelho auditivo. Já existem diversos tipos de moldes que podem ser ajustados anatomicamente a necessidade de cada um”.



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Vanessa Darj
Jornalista – MTB 2020 CE
(85) 8840.0097

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