segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Obesos procuram cada vez mais a cirurgia bariátrica como forma de tratamento

Com as mudanças de hábitos de vida que têm acontecido a cada ano entre a população, percebeu-se também uma grande diferença no que diz respeito à alimentação. Com a violência urbana e a vida mais agitada, crianças e adultos têm suas vida mais reclusas, passando a maior parte do tempo livre dentro de casa. Além disso, a vida corrida de quem trabalha pode ter como conseqüência uma alimentação mais rica em calorias e pobres em termos nutricionais. O fato é que a população mundial têm se alimentado cada vez pior.
Os últimos dados do IBGE de 2011 mostraram um aumento de 300% na obesidade infantil, principalmente na idade de 5 a 9 anos. Já em 2010, pesquisa feita pelo mesmo órgão mostrou que 12,4% dos homens brasileiros são obesos. Entre as mulheres, a proporção é e 16,9%, número maior do que a média da população brasileira, estimada em 14,65%.
Segundo o cirurgião bariátrico do Centro Integrado de Tratamento da Obesidade (CITO), Henrique Macambira, o sobrepeso tem que ser tratado o mais rápido possível. “Quanto mais rapidamente o paciente buscar o tratamento, mais fácil conseguimos evitar complicações que podem ser acarretadas com a demora para procurar ajuda médica”, salienta Henrique. Um dos principais tratamentos para a obesidade é a cirurgia bariátrica.
O número de obesos no Brasil que se submetem a operações para emagrecer subiu de cerca de 35 mil em 2009 para 60 mil em 2010. Desde 2003, o crescimento foi de 270%, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. O Brasil só perde para os Estados Unidos em número de cirurgias. Lá são feitos 300 mil procedimentos do tipo por ano.

A cirurgia bariátrica é indicada para pessoas com o índice de massa corporal (IMC) maior do que 40 ou para quem está entre 30 e 35 e tem doenças associadas ao ganho de peso, como o diabetes e apneia do sono. O sucesso do procedimento é divido em três fases de enorme importância: o pré-operatório, a cirurgia e o pós-operatório, pois a cirurgia bariátrica pede uma reeducação comportamental e alimentar que deverá ser seguida para obter bons resultados.
Como qualquer intervenção cirúrgica, a cirurgia bariátrica tem seu risco. Porém, os médicos apontam que os benefícios do tratamento são bem maiores do que os eventuais problemas. Com a adaptação ao novo corpo, os pacientes perceberão algumas dificuldades, como a deficiência nutricional, a perda de cálcio e outras complicações.
De acordo com Henrique Macambira, o paciente que se submete à cirurgia bariátrica pode perder até 60% do seu peso corporal. No entanto, ela não é uma cirurgia com fim estético.
As modificações na alimentação e as grandes transformações no estilo de vida do paciente merecem atenção especial. Embora problemas como a depressão raramente sejam causados pela cirurgia em si, a operação pode ampliar sintomas de condições já existentes. Por isso, é importante o auxílio de um psicólogo no tratamento, além de outros profissionais, num atendimento multidisciplinar.
O CITO, disponibiliza toda essa variedade de profissionais, tendo uma equipe composta por cirurgiões bariátricos, gastroenterologistas, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, entre outros, que são responsáveis pelo “preparo” da cirurgia.
SERVIÇO:
Centro Integrado do Tratamento da Obesidade – CITO
Rua João Lobo Filho 250, Bairro de Fátima
(85) 3257.9600

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